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terça-feira, 21 de julho de 2009

Um ano de A a Z



Desde o último semestre do ano passado tudo mudou. Completamente. Não só na minha vida. E é incrível como vão sendo traçados caminhos - tortuosos, de fato -, mas, ainda assim, belos.

Valorizar detalhes ínfimos e, por vezes, imperceptíveis tem sido o maior desafio de todos. Depende de muito cuidado, esforço e observação. É preciso uma energia monstruosa para conseguir. Mas, ainda assim, vale à pena.

O interessante de relembrar o início é perceber as fases pelas quais se passou, as besteiras, o que poderia ter sido dispensado, o que foi fundamental, as pessoas que passaram, as que realmente ficaram, as pequenas decepções, os carinhos, os mimos e agrados, as brigas à toa, as brigas construtivas. Foram tantos erros e, ainda assim, tudo se ergue fortemente.

Havia tanta inocência, tanta fragilidade, mas, ao mesmo tempo, havia tanta força. Havia tanta vontade (e ainda há), havia tantos medos, tantas diferenças. E, mesmo assim, havia a semelhança.

E foram vinhos e bares e restaurantes e praias e praças e músicas. Quase todos foram testemunhas de tudo o que emanava naquele dueto mágico. Era como uma dança complexa entre pequenas borboletas envoltas numa nuvem de polém que dourava aos raios de sol. E, mesmo assim, parece que foi hoje.

Mas a pequena grande borboleta não temia ao concluir:
- "Começaria tudo outra vez se preciso fosse... A chama em meu peito ainda queima, saiba, nada foi em vão..."*

E haverão ainda muitos entardeceres defronte ao mesmo mar, regados ao mesmo cálice sagrado, mesmo que uma onda seja incapaz de ser igual a outra. Mesmo que restem apenas as duas mesmas borboletas a voar juntas na imensidão do céu.


*Trecho da música 'Começaria Tudo Outra Vez', de Luiz Gonzaga.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Medo de Amar nº 3

Você diz que eu te assusto
Você diz que eu te desvio
Também diz que eu sou um bruto
E me chama de vadio

Você diz que eu te desprezo
Que eu me comporto muito mal
Também diz que eu nunca rezo
Ainda me chama de animal

Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo, é do amor
Que você guarda para mim
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo, é de você
Você tem medo, é de querer

Você diz que eu sou demente
Que eu não tenho salvação
Você diz que eu, simplesmente,
Sou carente de razão

Você diz que eu te envergonho
Também diz que eu sou cruel
Que no teatro do teu sonho
Para mim não tem papel

Você não tem medo de mim...
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo, é de você
Você tem medo, é de querer

Me amar

(Adriana Calcanhoto)

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Inteiro e não metade

"já tinha te alertado para o quanto eu abomino metades. nunca tomei um meio porre, nem fui a uma meia festa. as migalhas da vida não me interessam, ela só me apetece quando sorvida à goles fartos e sem medo de se sujar."

Confesso que essas frases de Vinícius me fizeram refletir sobre o quanto me dedico a tudo o que faço. Com muito perregue, olheiras eternas, noites mal dormidas - por um misto de insônia e preocupação -, brigas, discussões e pedidos de desculpas, tento me dedicar ao máximo, tento ser esse inteiro aí.
Até que ponto eu consigo? São estudos pra n coisas diferentes, aulas, provas, seminários, amigos, familiares, dúvidas, perspectivas, medos. (e ainda tenho que administrar essa maldita ansiedade) Parece ser muita coisa pra minha cabeça. Parece ser demais pra eu conseguir ser inteira em tudo e que estou condenada a ser sempre metades, terços, quartos...
Só que, ao mesmo tempo, não parece ser nada. E posso conseguir me dedicar e ser bem sucedida em tudo. Embora só o tempo possa me dizer, realmente, se cheguei nos pontos certos.
- Deus conserve para sempre o meu bom senso temperado a pitadas de loucura.

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Uma pequena criatura semi-leiga em muita coisa, mas metida o suficiente para dar palpite em quase tudo. beijosaindasereimanchete!
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