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segunda-feira, 13 de abril de 2009

prontofalei

não queria mandar aquele e-mail porque pela primeira vez passou pela minha cabeça que eu poderia não receber uma resposta ou pior, talvez recebesse até uma resposta que me fizesse sofrer, que me fizesse ressucitar fantasmas do passado dentro de mim. não que o passado ainda doa, mas quando falei em alguma postagem anterior que certas coisas são cíclicas, também me referia aos acontecimentos da minha vida pessoal, incluindo os motivos para tais acontecimentos.
então correndo o risco de me precipitar, de parecer uma louca e cometer um terrível engano ou correndo o risco de botar tudo a perder, fui lá e mandei.
agora estou incrivelmente aliviada porque não fiquei parada assistindo aos acontecimentos, fui lá e expus meus pensamentos (que não são parcos, nem simples, porém sinceros). e, de novo, espero. mas, como sempre, com aquela esperança de que tudo não passe de um terrível engano ou de uma fase curta que tão cedo não se repetirá. e de que vai haver calmaria no meio desse turbilhão de pensamentos que assolam minha cabeça escassa de atividades intelectuais desgastantes.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Dos votos tardios de meio de ano

Lembro-me ainda daquele dia fatídico. O reveillon já havia passado, junto com amigas e pró-secos e pneus de carro, as férias estavam no auge, havia um clima mágico espalhado pelo ar: meus sonhos estavam prestes a se concretizar. mas a mesa sempre vira, e lá se foi mais um ano. um único dia foi capaz de levar tudo o que fiz em 2007 embora. BOMBA! (again).

E eu chorei. Chorei?! Menos de 5 minutos (contados no relógio) e uma certeza: jamais 'perderia' meu 2008. Fiz e estou fazendo tudo o possível para tal. E no mesmo dia da fatídica notícia estava no mundo, literalmente. E tudo o que foi executado, até agora, pelas minhas mãos, por mãos alheias e pelas do destino (ou Deus ou acaso) valeu à pena.

Confesso que cheguei a fraquejar, que pensei em acabar com tudo. Colocar pontos finais sempre foi uma das minhas especialidades. Mas parece haver alguém a me proteger e esse mesmo alguém vem me enviando pessoas maravilhosas, momentos intensamente felizes, uns outros extremamente tristes e angustiantes, mas tudo incrivelmente belo e enriquecedor.

Não é fácil se livrar do pré-nome inércia e do sobrenome medo, mas os alguéns me ajudam. Pena que alguns deles tenham entrado rapidamente em minha vida e com a mesma instantaneidade saíram. Justo comigo isso acontece, eu que sempre tento cultivar amizades e jardins, mesmo tendo verdadeiro pavor a borboletas.

Nem tudo acontece conforme planejamos. Já me habituei, embora internamente relute em aceitar.

Resta, somente, agradecer aos parceiros e parceiras desse primeiro semestre. Companheiros de veraneios engraçadíssimos (aaah, o verão), de carnavais históricos, de farrinhas de fim-de-semana, de segundas-feiras na UFRN, de madrugadas de estudos, dos que me ajudaram no quesito aulas, de são joões arretados, de viagens repentinas e cheias de músicas, de conversas em off na calçada da minha casa, de depoimentos bombásticos a cada vez que entro no orkut, de momentos breves no MSN, de SMS esperadas e intensas, de horas e horas ao telefone, de compartilhamento de bons artistas e boa música, de shows sob chuva, de emomentos, de choros comoventes, de gargalhadas dignas de bruxas perversas, de resenhas loucas e programas de índio, de dancinhas coreografadas (uiiii), de momentos etílicos e afins, do dia-a-dia maluco e corrido; e de vinhos e risos em frente ao mar (mesmo com chuva).

Ademais, Agosto está na iminência de se iniciar. E esse mês é marcante, não só por ser o do aniversário da minha mãe, mas por ser também a prenuncia do corre-corre de Novembro, e por uma nova oportunidade ter sido posta em minhas pequeninas mãos. Mas, novamente, os anjos, santos, fadas, duendes, deuses e deusas serão meus protetores e darão ao meu Agosto um significado especial. Um misto de amor e medicina. Não vou me deixar paralisar, nem vou ter tempo para angústias ou muito menos pensamentos negativos, porque aquilo que é verdadeiramente especial, acaba acontecendo quando menos esperamos.

Sobra, então, a renovação dos votos feitos naquele dia, votos que se concretizam delicadamente bem diante dos meus olhos nesse dailly-cão.

E para os alguéns: beijosadorotodosvocêsprontofalei!


Ouvindo: Warwick Avenue - Duff (acho digna!)
Lendo: Fuga do hospício e Outras Crônicas - Machado de Assis (Machado é sempre Machado)
- Deus conserve para sempre o meu bom senso temperado a pitadas de loucura.

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Uma pequena criatura semi-leiga em muita coisa, mas metida o suficiente para dar palpite em quase tudo. beijosaindasereimanchete!
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