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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Senhora Liberdade - Jorge Vercilo

Eu fui condenado
Sem merecimento, por um sentimento
Por uma paixão, violenta emoção pois
Amar foi meu delito, mas foi um sonho tão bonito
Hoje estou no fim, senhora liberdade abre as asas sobre mim
Abre as asas sobre mim, ó senhora liberdade...
Vim de lá, trouxe a mais bela pérola do mar... Para te coroar
Vim de lá, pela floresta de algas pude andar
Nem sei como eu vou contar, lá no reino das águas claras
Mágico mundo de jóias raras... Meu passeio mais bonito
Tantos caminhos, que maravilha! Dançando juntos como quadrilha
Onde as cores não tem fim...
Todos os seres em harmonia, tudo transforma alegria
Hoje é dia de festa...
Dentro do palácio encantado, um príncipe escamado vai se coroar, vai se coroar, vai se coroar!
Eu sou do mar jexa... Eu sou do mar!

Aonde cresci, o que já vivi, não me lembro de nada
Na vida que mais pareça com com o amor, como lembro de ti
Na minha ilusão, o seu coração ô ô
É a peça perdida do quebra cabeças daquela emoção
Que um dia perdi
Ô... Minha vida ta despelatada sem seu amor
E parece que nada vai mudar chuva que cai sem parar
Deixa no canto do peito esse gosto de dor
Vem... Eu guardei o meu tempo de vida pra mais ninguém
Seja fogo de palha ou seja amor, seja do jeito que for.
Só de pensar em você já me faz tanto bem!
Só de pensar em você já me faz tanto bem!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

prontofalei

não queria mandar aquele e-mail porque pela primeira vez passou pela minha cabeça que eu poderia não receber uma resposta ou pior, talvez recebesse até uma resposta que me fizesse sofrer, que me fizesse ressucitar fantasmas do passado dentro de mim. não que o passado ainda doa, mas quando falei em alguma postagem anterior que certas coisas são cíclicas, também me referia aos acontecimentos da minha vida pessoal, incluindo os motivos para tais acontecimentos.
então correndo o risco de me precipitar, de parecer uma louca e cometer um terrível engano ou correndo o risco de botar tudo a perder, fui lá e mandei.
agora estou incrivelmente aliviada porque não fiquei parada assistindo aos acontecimentos, fui lá e expus meus pensamentos (que não são parcos, nem simples, porém sinceros). e, de novo, espero. mas, como sempre, com aquela esperança de que tudo não passe de um terrível engano ou de uma fase curta que tão cedo não se repetirá. e de que vai haver calmaria no meio desse turbilhão de pensamentos que assolam minha cabeça escassa de atividades intelectuais desgastantes.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Das palavras proferidas sob o luar

As vezes as palavras, códigos, orações, esvoaçam tanto pela minha mente que não conseguem se unir e formar frases coerentes, quiçá um parágrafo completo de idéias coordenadas e subordinadas, com todas aquelas classificações gramaticais.
Exigir pensamentos orientados e lógicos do meu cérebro há muito deixou de ser tarefa fácil. Nos últimos tempos as idéias parecem cada vez mais profundamente misturadas, sem nexo para possíveis ouvintes. Parece que elas insistem em se guardar numa lógica só minha, só entendível por eu mesma em madrugadas de devaneios, misturados com sons e xícaras de café e fórmulas e tarefas chatas a serem executadas no dia seguinte.
Por isso escrevo. Para tentar fazer com que alguém me entenda, mesmo que seja eu. Para diminuir o estado entrópico da minha mente.
Sei que ontem eu falei mais do que queria, mas também com uma lua daquelas, com um pastel crocante à mesa e com o 'professor' a me dar um estímulo, tudo saiu rápido demais, foi como se minha cabeça estivesse sendo aberta para expor pensamentos, alguns frequentes e recentes, outros já gastos e nem tão recordáveis assim.
Mas eu falei e me senti melhor depois de ter falado, depois de explicar o porquê de algumas atitudes, mesmo que nem sempre meus motivos façam sentido, sejam lógicos ou racionalmente aceitáveis. Mesmo assim vou tentado por ordem nesse caos, gastando muito mais energia que um ser humano mais apto gastaria.
Vou tentando dar racionalidade à minha emoção.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Das relações inter-pessoais

São complicadas demais. Ou minha mente é muito restrita.
Ficaadica: Simplificar.
(mas a minha excessiva prolixidade não me permite)
Principalmente quando eu não sou a única parte envolvida cheia de complicações.
(embora eu seja a mais aparente)
Principalmente quando as pessoas tendem a ir se acomodando, com o passar do tempo.
(the biggest mistake)

Vale à pena conferir:





"Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade

Eu quis te convencer mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade

Clipes e lápis de cor na minha cama
Todos pensam que estou triste
Vou passear nas melodias e abelhas e pássaros
Ouvirá minhas palavras?
Estaremos nós dois e você e eles juntos?
Eu posso esquecer de mim mesmo
Tentando ser todos os outros
Eu sinto que podemos ir embora
Me delicie hoje
Eu te deixo ficar se você se render"

Marcelo Camelo/Janta

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

"Natal Tem Três Pessoas"

Sempre achei super chato o fato de Natal só ter três pessoas. São interconexões demais e que tornam a vida social um pouco tediosa, não vou mentir.
É tão bacana conhecer pessoas diferentes, de gostos semelhantes, e ampliar ciclos sociais. Mas aqui é impossível. No máximo você conhece algum amigo de um amigo seu, que, por ironia do destino, você ainda não tinha esbarrado por aí, ou até já tinha, apenas esqueceram de te apresentar.
Mais inusitado ainda é o fato de pessoas saberem seu nome, de saberem alguma coisa (beeeeem resumida - com muita ênfase no 'bem') da sua vida e já se acharem íntimos ou conhecidos de longa data. E, na maioria das vezes, você nem ao menos se lembra dessas pessoas no seu dia-a-dia, você nem convive com essas pessoas, você nem ao menos avista essas pessoas de longe nos bares, festas e afins, ou pior, você nem ao menos conhece essas pessoas. Ah, fala sério. Esse povo só pode passar o dia inteiro trancafiado em casa, usando a Internet ou vendo Tv.
Enfim...
Daí entendo Clarisse Lispector ter mencionado Natal como uma cidade de população sem identidade, ou algo nesse sentido. Mais vale fuçar a vida alheia que viver a própria vida. É como se quando você fosse escrever sua própria biografia ela não passasse de uma crônica curta sobre a vida das outras pessoas. E isso é triste, acredite. E além de triste, é superficial demais.
Não entendo como existem pessoas que se contentam com tão pouco. É tão mais legal conhecer, estar perto, trocar boas risadas, sair vezenquando. Mas se elas se contentam com mera especulação, boa sorte!
Espero, ainda, poder dar milhares e milhares de motivos pra falarem de mim também - tanto faz se bem ou mal -, afinal fazem tanta diferença na minha vida, né?! Só assim, terei a esperança de um dia não ser esquecida e, quem sabe, deixarei minhas marcas para a posteridade.
No final das contas, acaba sendo tudo muito cômico. Ou talvez seja só uma questão de interpretação.
- Deus conserve para sempre o meu bom senso temperado a pitadas de loucura.

Quem sou eu

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Uma pequena criatura semi-leiga em muita coisa, mas metida o suficiente para dar palpite em quase tudo. beijosaindasereimanchete!
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