Mostrando postagens com marcador estórias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estórias. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de março de 2009

Horizonte-mar

Dessa vez ele não sentiu amor, nem afeição, nem nenhum outro sentimento de proximidade. Pela primeira vez, quando olhou naqueles olhos que de tão esverdeados eram como o mar em continuidade com o céu, no horizonte, sentiu o distanciamento que a realidade e o dia-a-dia provocam. E, vendo o vazio nos olhos da amada, se sentiu vácuo, lugar inóspito e insuficiente para sentimentos habitarem. Mas não iria voltar atrás, afagou-a e puxou-a mais para perto de si.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

verdades que eu precisava te dizer

queria poder te dizer mais do que fala o meu olhar, pra amenizar as dores sentidas por você.
queria poder amenizá-las com um carinho mais denso, mais intenso; um afago sincero e despreocupado.
queria poder pegar na sua mão e te ensinar o caminho mais acertado, o caminho mais justo.
queria poder saber qual é esse caminho.
queria poder te dizer toda a verdade, me despindo de preocupações.
queria poder pedir perdão, caso se fizesse necessário, e queria que você me perdoasse.
mas, veja bem, meu bem, o que eu poderia te dizer pra amenizar teu sofrimento, não cabe mais no contexto de hoje.
tudo mudou.
quando eu estava alí, aí ao seu lado, pronta pra te abraçar na hora precisa, você deixou que a rotina, ou o medo, ou as festas, ou qualquer outra coisa, virasse um obstáculo em nossas vidas. e, aos poucos, sem você perceber, fui saindo de mansinho, bem à francesa mesmo, até não restar vínculo algum.
e por essas ironias que a vida e o coração da gente prega, quanto mais eu me afastava, mais me fazia presente em seus pensamentos.
já perdi as contas de quantas ligações eu não atendi. de quantos convites para sair eu recusei. não por maldade, não por arrogância, mas porque não queria te dar aquelas falsas esperanças de que o passado pode voltar, porque o tempo nunca volta e os sentimentos nunca são os mesmos.
não que eu tenha raiva de você. ao contrário, tenho um carinho especial, mas que se colocado nos depósitos de sentimentos jamais encheria o pote do amor, pois é da medida certa para o pote da amizade.
aquele sentimento sincero, hoje, pertence a outro alguém, que me faz mais feliz, que me dá mais carinho e atenção, que me respeita mais. e que tem seus defeitos, como qualquer indivíduo comum.
queria poder te fazer entender, mas não queria te magoar. mas, talvez, as suas mágoas sejam inevitáveis, assim como as minhas, na época, foram.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Quando murchou, virou flor


E os olhos dela brilharam como há muito tempo não brilhavam... Era uma sensação tão boa, uma espécie de paz interior, pensou. Mal sabia ela que se tratava de algo bem mais grandioso. Toda ela cintilava em ouro.
Os transeuntes daquela madrugada escura e fria pensaram ser um anjo, ou talvez uma estrela cadente caída e ainda reluzente sobre o solo.
Mas ela era bem mais que isso, era um espírito de luz. E sem saber que era tão especial, cega por seus próprios medos, dúvidas e receios, ofuscada pelo próprio brilho (ainda que desconhecido seu), foi-se chorosa a lamentar a vida, a lamentar a indiferença estampada no rosto das pessoas sempre apressadas, sempre preocupadas com aquilo que nem é concreto ainda, sempre negando-lhe um pouco mais de atenção.
Foi encolhendo, apagando a própria luz. Virou uma flor vermelha. Pouco depois colhida por uma menina de rua, a qual jurou ter achado a flor mais bela do mundo.
- Deus conserve para sempre o meu bom senso temperado a pitadas de loucura.

Quem sou eu

Minha foto
Uma pequena criatura semi-leiga em muita coisa, mas metida o suficiente para dar palpite em quase tudo. beijosaindasereimanchete!
Powered By Blogger

Arquivo do blog

"Ouse e seja como o Louco do Tarot, que confia cegamente na sua sorte e só almeja sua evolução."