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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

"Natal Tem Três Pessoas"

Sempre achei super chato o fato de Natal só ter três pessoas. São interconexões demais e que tornam a vida social um pouco tediosa, não vou mentir.
É tão bacana conhecer pessoas diferentes, de gostos semelhantes, e ampliar ciclos sociais. Mas aqui é impossível. No máximo você conhece algum amigo de um amigo seu, que, por ironia do destino, você ainda não tinha esbarrado por aí, ou até já tinha, apenas esqueceram de te apresentar.
Mais inusitado ainda é o fato de pessoas saberem seu nome, de saberem alguma coisa (beeeeem resumida - com muita ênfase no 'bem') da sua vida e já se acharem íntimos ou conhecidos de longa data. E, na maioria das vezes, você nem ao menos se lembra dessas pessoas no seu dia-a-dia, você nem convive com essas pessoas, você nem ao menos avista essas pessoas de longe nos bares, festas e afins, ou pior, você nem ao menos conhece essas pessoas. Ah, fala sério. Esse povo só pode passar o dia inteiro trancafiado em casa, usando a Internet ou vendo Tv.
Enfim...
Daí entendo Clarisse Lispector ter mencionado Natal como uma cidade de população sem identidade, ou algo nesse sentido. Mais vale fuçar a vida alheia que viver a própria vida. É como se quando você fosse escrever sua própria biografia ela não passasse de uma crônica curta sobre a vida das outras pessoas. E isso é triste, acredite. E além de triste, é superficial demais.
Não entendo como existem pessoas que se contentam com tão pouco. É tão mais legal conhecer, estar perto, trocar boas risadas, sair vezenquando. Mas se elas se contentam com mera especulação, boa sorte!
Espero, ainda, poder dar milhares e milhares de motivos pra falarem de mim também - tanto faz se bem ou mal -, afinal fazem tanta diferença na minha vida, né?! Só assim, terei a esperança de um dia não ser esquecida e, quem sabe, deixarei minhas marcas para a posteridade.
No final das contas, acaba sendo tudo muito cômico. Ou talvez seja só uma questão de interpretação.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Sorte de hoje

Sou fã das sortes de hoje do orkut há um bom tempo. Elas são, justamente, a primeira coisa que leio quando abro meu orkut. Mas não por superstição ou algo semelhante, apenas porque são aquelas frases-clichês-que-dizem-muita-coisa.
Por exemplo, a de ontem: O melhor presente que você pode dar é um abraço: ele é tamanho único, e ninguém vai se importar se você quiser devolvê-lo. Tá vendo? Super simples, super certo, super clichê.
O outro motivo pelo qual sempre leio essas frasesinhas é o humor de algumas delas. Não tem como não rir. É como aquele pensamento reflexivo que você tem e que ninguém compreenderia, por mais simples que fosse, e por isso ele soaria engraçado. Vejam só: Você saltitará por colinas verdejantes muito em breve (ok, além de extremamente feliz, eu sou uma louca purpurinada); ou ainda: Nós somos o que pensamos (só não pense que você é um super-herói e não tente voar) (e cadê aquilo de querer sempre ir mais longe de qualquer um e tornar o impossível possível?!). E tem também aquela dose exagerada de auto-estima que ela pode proporcionar, seja a um semi-analfabeto, ou a alguém que adora Dostoiévski: Você é uma pessoa culta.
Ultimamente, o carinha que escreve essas sortes, deve ter se cansado, ou deve ter esgotado o seu estoque de pensamentos, ou ainda andar meio egocêntrico, ao ponto de só falar dele próprio: A pessoa que lê sua sorte entrou em greve. Não há biscoitos para você hoje. Envie um recado para alguém; A pessoa que lê sua sorte perdeu a cabeça (e o emprego). Esperamos que você esteja com sorte; A pessoa que lê sua sorte está doente. Seja saudável; A pessoa que lê sua sorte está se casando hoje. Deseje a ele boa sorte! E por aí, vai. Tudo bem que ele se irritou de escrever as sortes antigas, mas ficou ainda mais cômico.
Num dia mal-humorado como hoje, não tem site de piadas que bata uma sorte dessas.
Sorte de hoje: Se você obedecer a todas as regras, vai perder toda a diversão.
Te dedico, sorte de hoje!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Então é Natal...

O Natal, festa tradicionalmente católica com o intuito inicial de celebrar o nascimento do menino Jesus, como não podia deixar de ser, foi incorporada rapipidamente ao way-of-life (se é que se pode denominar assim) capitalista. Hoje, acho que para maioria dos brasileiros, Natal é sinônimo de Dezembro, Verão, décimo terceiro salário, compras de final de ano, impostos extras (IPTU, IPVA, ...), peru e pernil, Papai Noel. Jesus parece mais com figura secundária, embora a festa seja tradicionalmente sua. Talvez seu papel principal ainda não tenha sido ofuscado no presépio, nem no coração dos mais religiosos ou daqueles com menos poder aquisitivo, para os quais Natal é sinônimo também de renovação de forças e esperanças, fundamentadas, basicamente, na fé.
Apesar de tudo, ainda acho o Natal uma data bacana. Natal é época de rever os familiares mais próximos e também os distantes, de viajar com a família, é hora de começar a pesar o que foi feito de bom e de ruim ao longo do ano, é tempo de início de férias, do início do calor escaldante aqui na Cidade do Sol (Natal/RN), daquelas comprinhas animadoras (não vou negar que adoro compras de final de ano, rs). Tudo bom demais!
Só tem um porém: tudo bem que é Natal, que algumas pessoas/lojas/repartições 'incorporam' o espírito da época, mas ninguém merece aquelas musiquinhas instrumentais mais que batidas e enjoativas estilo Jingle Bell ou então (como bem disse o nobre Vinícius hoje na mesa de um restaurante de comida chinesa) aquela velha música cantada por Simone ('Então é Natal... E o que você fez?...'). A data é a mesma, todo ano tem, mas um repertório novo não faria mal a ninguém.
- Deus conserve para sempre o meu bom senso temperado a pitadas de loucura.

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Uma pequena criatura semi-leiga em muita coisa, mas metida o suficiente para dar palpite em quase tudo. beijosaindasereimanchete!
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